"Viagra feminino" foi finalmente aprovado

Viagra > existe viagra feminino


A partilha entre o casal é fundamental para que a mulher possa ter mais desejo sexual, até mesmo a partilha das tarefas domésticas, para que a mulher tenha mais tempo livre para relaxar, porque o desejo da mulher depende da disponibilidade emocional, intelectual, erótica e física.

Designação comum Nome científico Indicação aprovada Forma de administração
Viagra feminino Flibanserina Desejo sexual hipoativo em mulheres na pré-menopausa Comprimido oral diário
Bremelanotida Peptídeo sintético Perturbação do desejo sexual hipoativo (em estudo na Europa) Injeção subcutânea
Testosterona Hormona androgénica Disfunção sexual feminina associada a défice hormonal (uso off-label) Gel, adesivo ou implante
Óleo de canábis Cannabis sativa Não aprovado; uso recreativo ou experimental Óleo sublingual ou vaporização

Se os dois elementos do casal não conseguirem, sozinhos, resolver as dificuldades enfrentadas na vida íntima, podem sempre recorrer a um terapeuta sexual. Para desconstruir alguns mitos sobre o desejo e satisfação sexual, aqui tem o link certo. Home Blog Disfunção Erétil Então afinal o que é o “Viagra feminino”?

  • A definição de PDSH exige que o problema cause sofrimento significativo, não sendo apenas uma queixa passageira.
  • Em Portugal, a investigação sobre a sexualidade feminina é ainda incipiente, faltando estudos epidemiológicos robustos.
  • As mulheres mais jovens podem sofrer de falta de desejo devido a fatores psicossociais, como a pressão para ter uma vida sexual ativa.
  • A disfunção sexual feminina não é uma fatalidade e, na maioria dos casos, pode ser tratada com sucesso com uma abordagem multidisciplinar.
  • O acompanhamento psicológico é muitas vezes indispensável para resolver questões de trauma, abuso ou vergonha sexual.

A resposta rápida aqui é: não, não existe Viagra para mulheres.

Sertralina: para que serve, como usar e efeitos colaterais

O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos).

7. Ginkgo biloba

Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens. Serve para tratar a disfunção erétil quando esta é causada por motivos fisiológicos, como a irrigação insuficiente do pénis que provoca a falta de ereção ou uma ereção flácida. Se a causa da falta de ereção no homem for psicológica – causada ora pelo mito de que o homem tem de estar sempre pronto, ora pelas exigências de um bom desempenho -, tanto o Viagra como outros medicamentos no mercado não terão qualquer efeito. Neste caso os especialistas recomendam terapia sexual. E mesmo quando a causa primária da disfunção erétil não é psicológica, este fator acaba por influenciar a vida sexual seja pela antecipação do fracasso ou pela diminuição da autoestima. No entanto, a menção da frase "Viagra feminino" refere-se normalmente ao tratamento de disfunções sexuais femininas. Contudo, pode ser um termo bastante amplo.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
Viagra Genérico50mg20 comprimidos40.52€ 38.59€
Viagra Professional100mg360 + 6 comprimidos527.09€ 501.99€
Viagra Genérico50mg180 + 8 comprimidos158.82€ 151.26€
Viagra Oral Jelly100mg90 + 8 saquetas258.02€ 245.73€
Viagra Genérico200mg10 comprimidos40.96€ 39.01€
Viagra Genérico50mg360 + 10 comprimidos225.33€ 214.60€
Viagra Genérico200mg30 + 2 comprimidos83.07€ 79.11€
Viagra Genérico200mg120 + 8 comprimidos204.80€ 195.05€
Viagra Soft Tabs100mg180 + 10 comprimidos314.95€ 299.95€
Viagra Soft Tabs100mg90 + 6 comprimidos205.31€ 195.53€
Viagra Super Active100mg60 + 8 comprimidos116.84€ 111.28€
Viagra Genérico100mg90 + 6 comprimidos129.02€ 122.88€
Viagra Genérico150mg10 comprimidos36.73€ 34.98€
Viagra Genérico25mg180 + 6 comprimidos154.93€ 147.55€
Viagra Genérico100mg270 + 10 comprimidos270.47€ 257.59€
Viagra Genérico200mg60 + 4 comprimidos125.19€ 119.23€
Viagra Oral Jelly100mg21 saquetas78.66€ 74.91€

Enquanto todos já ouvimos falar da "pequena pílula azul" e de como trata a DE nos homens, o que dizer do Viagra para as mulheres? A curto prazo, vários medicamentos talvez tenham adoptado inadvertidamente o nome, porque tratam alguma forma de disfunção sexual feminina (DSF). Todavia, no Reino Unido não existem medicamentos licenciados para tratar a disfunção sexual feminina.

Causa Categoria Exemplo concreto Abordagem possível
Fatores hormonais Fisiológica Menopausa, pós-parto Terapêutica hormonal
Stress e fadiga Psicológica Sobrecarga profissional Gestão do stress
Conflitos de relação Relacional Falta de comunicação Terapia de casal
Medicação Iatrogénica Antidepressivos (ISRS) Ajuste da medicação
Doenças crónicas Orgânica Diabetes, hipotiroidismo Controlo da doença base

Já nos Estados Unidos, a lista tem atualmente dois: Addyi e Vyleesi. Embora na realidade, funcionam de forma bastante diferente do Viagra. Vamos descobrir um pouco mais sobre eles. Daniel Atkinson, Líder Médico de Clínica Geral O FDA aprovou o Addyi, que foi rapidamente apelidado de ‘Viagra feminino’. Mas ao contrário do Viagra, o Addyi (flibanserin) serve para tratar a diminuição da libido nas mulheres. Uma verdadeira pílula feminina de Viagra deveria tentar tornar o sexo mais confortável fisicamente para as mulheres . E tem sido salientado que já existe uma solução bastante simples para isto – lubrificante.

Testosterona: a hormona do sexo?

Nestes casos recorre-se ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados.

1. Flibanserin

A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação. Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens. E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres. Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens. O Addyl foi originalmente desenvolvido como um antidepressivo.

Não é uma solução para todos

Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos). Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo. O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina.

6. Ginseng

No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. 5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer. Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. Mas o medicamento já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Tem como alvo os neurotransmissores no seu cérebro.

  • Os produtos vendidos online como "viagra feminino natural" são frequentemente falsificados e podem conter substâncias perigosas não declaradas.
  • A Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED) alerta para os riscos da compra de medicamentos não autorizados em sites não oficiais.
  • Algumas mulheres experimentam melhoria da libido com suplementos de maca peruana, mas os estudos são escassos e contraditórios.
  • O ginseng e o tribulus terrestris são por vezes usados, mas não têm aprovação para uso terapêutico em disfunção sexual feminina.
  • É sempre preferível consultar um ginecologista ou urologista do que auto-medicar-se com produtos de eficácia duvidosa.

Aumenta os níveis de dopamina e norepinefrina que estão ligadas à excitação e diminui os níveis de serotonina que estão ligados à inibição.

  • O farmacêutico português pode dar aconselhamento inicial, mas deve encaminhar a mulher para o médico se houver suspeita de disfunção sexual.
  • As aplicações móveis de saúde sexual e os fóruns online podem oferecer apoio, mas não substituem o diagnóstico profissional.
  • É importante que a mulher se sinta confortável a falar com o seu médico, pois a vergonha é um dos maiores obstáculos ao tratamento.
  • Em última análise, a solução mais eficaz passa por uma avaliação completa que inclua história clínica, exames hormonais e avaliação psicológica.

Portanto, embora o Addyi possa ser chamado de “Viagra feminino”, não funciona de todo como o Viagra masculino. O Viagra só está autorizado para uso em homens e não é aprovado como medicamento para mulheres.

  • O termo "viagra feminino" é, na prática, um nome popular para medicamentos que visam tratar a perturbação do desejo sexual hipoativo (PDSH) em mulheres.
  • Em Portugal, a flibanserina e a bremelanotida são as substâncias mais estudadas para este fim, embora a sua comercialização seja limitada.
  • Não existe uma pílula única e milagrosa para a sexualidade feminina, pois fatores hormonais, psicológicos e relacionais têm um peso enorme.
  • Os fármacos aprovados para a disfunção sexual feminina atuam sobretudo no cérebro, regulando neurotransmissores como a serotonina e a dopamina.
  • Qualquer medicamento para este efeito exige receita médica em Portugal e deve ser acompanhado por um especialista em saúde sexual.

Uma vez que o Viagra aumenta o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais, existem teorias que este poderia aumentar o prazer das mulheres durante o ato sexual. No entanto, estudos que analisaram o impacto do Viagra na disfunção sexual feminina, não produziram resultados consistentes nem promissores . Existem dois medicamentos nos Estados Unidos da América sujeitos a receita médica que normalmente são referidos como “Viagra feminino”: o Addyi (flibanserina) e o Vyleesi (bremelanotida). Contudo, estes medicamentos são fundamentalmente diferentes do Viagra em si. Quando se receita o Viagra a um homem, ele ainda tem uma libido normal, ou seja, ele ainda quer ter relações sexuais. Apenas precisa de uma pequena ajuda com a mecânica física do sexo.

O fracasso da primeira onda de pesquisas

O comprimido só permite que os mecanismos estejam prontos a funcionar”, disse o urologista viagra usar 100 mg Pepe Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia. Refira-se portanto que, mesmo para os homens que sofram de disfunção erétil, o Viagra e outros medicamentos não garantem uma ereção. O homem terá de sentir desejo sexual e para isso contribui em grande medida a participação do parceiro sexual. Para saber mais sobre a disfunção sexual no homem, clique aqui. A perda de desejo sexual nas mulheres pode ter uma causa biológica, que pode e deve ser tratada, mas a maior parte das vezes as dificuldades são causadas por outros motivos – as expectativas desfasadas em relação ao parceiro sexual, a falta de comunicação entre o casal, a perda de qualidade na relação, o acumular de preocupações durante o dia, a satisfação com o próprio corpo ou as crenças e mitos.

3. DHEA

O primeiro passo é descontrair e falar abertamente sobre os desejos e dificuldades – porque a mulher também tem direito a ter fantasias sexuais. Para um encontro sexual satisfatório aposte nos estímulos, como o ambiente envolvente ou os aromas, mas evite o consumo de bebidas alcoólicas que pode ter um efeito contrário. Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. Pensar em sexo é o melhor ‘afrodisíaco’ natural. Uma das principais causas para a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas”, disse Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual. O Viagra feminino, em contrapartida, é um medicamento para a baixa libido. Portanto, visa aumentar o desejo sexual ao invés de tornar o sexo fisicamente possível.

Tratamento Custo por mês (estimativa) Comparticipação do SNS Necessidade de receita
Flibanserina (importada) 150 a 250 euros Não comparticipada Sim, receita médica
Testosterona (gel, uso off-label) 30 a 60 euros Parcial, em casos aprovados Sim
Terapia sexual (sessão) 50 a 80 euros por sessão Não comparticipada Não
Suplementos naturais 15 a 40 euros Não Não

Poderá estar à procura de tratamento se lhe tiver sido diagnosticada uma desordem sexual feminina, ou baixa libido.